sexta-feira, setembro 23, 2011

Governo Floriano Peixoto.



Marechal Floriano Peixoto
(1839-1895)

         Com a queda de Deodoro da Fonseca, o marechal Floriano Peixoto, assumiu a presidência com o apoio de militares florianistas e de oligarquias estaduais.
         Desde que assumiu a presidência, Floriano restaurou a normalidade constitucional , com a reabertura do Congresso Nacional e a suspensão do estado de sitio. Também promoveu a derrubada de todos os governadores que aderiram ao golpe de Deodoro. Mantendo apenas o governador do Pará, Lauro Sodré, seu fiel aliado. Floriano procurou isolar os políticos mineiros e paulistas, mesmo sem combate-los, pois posteriormente necessitaria de seu apoio no Congresso.
         Pretendia com tantas mudanças, renovar o quadro politico nacional e conquistar o apoio estadual, consolidando assim, o poder central.
Com toda a situação, o marechal decidiu governar pela força, isso devido aos inúmeros problemas enfrentados pela nação e ganhou com isso o apelido de “Marechal de Ferro”. Enfrentou protestos da oposição que não o aceitava como presidente. 


Floriano Peixoto e a Revolta da Armada numa ilustração de Ângelo Agostini
Floriano Peixoto e a Revolta da Armada: ilustração de Angelo Agostini.


          Houve a necessidade de novas eleições, pelo fato de Deodoro só ter governado por 9 meses, e a constituição determinar que caso o presidente ficasse menos de 2 anos no poder, novas eleições teriam que ser feitas, e houveram grandes revoltas , como a Revolta Federalista do Rio Grande do Sul (teve como causa a instabilidade política gerada pelos federalistas, que pretendiam "libertar o Rio Grande do Sul da tirania de Júlio Prates de Castilho", então presidente do Estado) e a Revolta Armada (movimento de rebelião promovido por unidades da Marinha do Brasil contra o governo do marechal Floriano Peixoto, supostamente apoiada pela oposição monarquista à recente instalação da República.

Marechal Floriano Peixoto
Marechal Floriano Peixoto

         Floriano , venceu essas duas revoltas, com muita violência, não tinha o apoio de todos, e seus principais opositores eram as oligarquias e os banqueiros estrangeiros, porem, contava com o apoio de uma parte do Congresso Nacional.       
         Os paulistas convenceram-no a apoiar a candidatura de Prudente Moraes, que se tornaria o primeiro civil a ocupar o cargo da presidência. Meus com tudo que lutou, da violência e do paternalismo, ficou com muita força política, mas isso nao mudou o fato. Peixoto não quis prolongar o mandato . O candidato paulista foi nomeado e, em 15 de novembro de 1894, foi substituído.


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